{"id":1187,"date":"2012-07-11T21:46:42","date_gmt":"2012-07-12T00:46:42","guid":{"rendered":"http:\/\/isan.med.br\/web\/?page_id=1187"},"modified":"2016-05-24T08:33:25","modified_gmt":"2016-05-24T11:33:25","slug":"apneia-e-hipopneia-obstrutiva-do-sono","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/isan.med.br\/web\/doencas-do-sono\/apneia-e-hipopneia-obstrutiva-do-sono\/","title":{"rendered":"Apneia e hipopneia obstrutiva do sono"},"content":{"rendered":"<h1 dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Apneia e hipopneia obstrutiva do sono<\/h1>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A s\u00edndrome da apneia e hipopn\u00e9ia obstrutiva do sono, caracteriza-se pela ocorr\u00eancia repetitiva de obstru\u00e7\u00e3o total (apneia) ou parcial (hipopneia) das vias a\u00e9reas superiores durante o sono, causando diminui\u00e7\u00e3o da oferta de oxig\u00eanio ao organismo que para se manter vivo tem que se acordar para voltar a respirar, levando \u00e0 priva\u00e7\u00e3o de sono.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os fatores que predisp\u00f5em \u00e0 s\u00edndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono s\u00e3o: obesidade, sexo masculino, altera\u00e7\u00f5es craniofaciais (ex. queixo pequeno, l\u00edngua grande), aumento do tamanho das tonsilas palatinas e far\u00edngeas (am\u00edgdalas e aden\u00f3ide), aumento da circunfer\u00eancia cervical, obstru\u00e7\u00e3o nasal, familiares com hist\u00f3ria de ronco e apneia do sono, anormalidades end\u00f3crinas (ex. doen\u00e7as da tire\u00f3ide e acromegalia), uso de \u00e1lcool, tabagismo, uso de calmantes, cansa\u00e7o excessivo e idade avan\u00e7ada.<br \/>\nS\u00edndrome \u00e9 um conjunto de sinais e sintomas, dessa forma quem tem a s\u00edndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono pode apresentar:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Durante a noite: ronco alto (o ronco \u00e9 o barulho produzido pela vibra\u00e7\u00e3o dos tecidos das vias respirat\u00f3rias estreitadas, que pode chegar a provocar perda auditiva em si e no c\u00f4njuge), paradas respirat\u00f3rias durante o sono, engasgos, sufoca\u00e7\u00e3o, agita\u00e7\u00e3o (debater-se na cama), v\u00e1rios despertares n\u00e3o lembrados no dia seguinte (levando a sonol\u00eancia excessiva diurna), aumento da vontade de urinar (em homens com doen\u00e7a na pr\u00f3stata isso aumenta a necessidade de se levantar, tornando o sono mais conturbado ainda), suor em maior quantidade e ins\u00f4nia.<\/li>\n<li>Durante o dia: sono em excesso que dificulta a realiza\u00e7\u00e3o de atividades corriqueiras, diminui\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria, redu\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o, d\u00e9ficit do aprendizado, tend\u00eancia a nervosismo ou depress\u00e3o, dor de cabe\u00e7a, hiperatividade (em crian\u00e7as), constrangimento social (em especial quando se tem que dormir fora de casa), problemas conjugais, impot\u00eancia sexual. Al\u00e9m do descrito, quem tem a s\u00edndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono apresenta maior risco de ter press\u00e3o arterial alta, arritmias card\u00edacas, infarto do mioc\u00e1rdio, acidente vascular cerebral (derrame) e morte s\u00fabita. \u00c9 sabido que esses pacientes apresentam maior risco de acidentes dom\u00e9sticos, profissionais e de tr\u00e2nsito, dai a resolu\u00e7\u00e3o N\u00ba 267 do CONTRAN exigir a avalia\u00e7\u00e3o dos dist\u00farbios do sono na renova\u00e7\u00e3o, adi\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a para as categorias de habilita\u00e7\u00e3o C, D e E.<\/li>\n<\/ul>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">O tratamento da s\u00edndrome da apneia e hipopneia obstrutiva do sono depende do n\u00famero de obstru\u00e7\u00f5es por hora de sono que \u00e9 verificada pelo &#8220;exame do sono&#8221; (polissonografia) e acima de tudo, de uma avalia\u00e7\u00e3o individual com um m\u00e9dico. De uma forma geral, engloba: mudan\u00e7as de h\u00e1bitos de vida, realiza\u00e7\u00e3o de cirurgias em casos selecionados, aparelhos intra-orais (indicados em casos mais leves) e como o melhor tratamento para o adulto com quadro mais severo, o uso de CPAP, que consiste na aplica\u00e7\u00e3o de press\u00e3o positiva nas vias respirat\u00f3rias por meio de uma m\u00e1scara firme e confortavelmente acoplada ao nariz durante o sono, impedindo a obstru\u00e7\u00e3o da passagem a\u00e9rea, dessa forma acabando com o ronco e a apn\u00e9ia do sono.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trabalhos cient\u00edficos recentes em pacientes com a s\u00edndrome da apn\u00e9ia e hipopn\u00e9ia obstrutiva do sono atribuem ao uso do CPAP: melhora da qualidade de vida, redu\u00e7\u00e3o da sonol\u00eancia excessiva diurna, melhor controle da hipertens\u00e3o arterial, redu\u00e7\u00e3o do peso, melhor controle do diabetes e dos teores elevados de gordura no sangue. A mortalidade pela s\u00edndrome da apn\u00e9ia e hipopn\u00e9ia obstrutiva do sono \u00e9 reduzida de forma eficaz com o uso do CPAP.<\/p>\n<p><strong>Dormir bem \u00e9 viver mais e melhor.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como vai o seu sono?<\/strong><\/p>\n<p>O sono \u00e9 um estado muito importante para o desenvolvimento do c\u00e9rebro, para a mem\u00f3ria e aprendizado. Durante o sono ocorre a libera\u00e7\u00e3o de<br \/>\nhorm\u00f4nios imprescind\u00edveis \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da nossa sa\u00fade. Prevenir e tratar doen\u00e7as associadas ao sono \u00e9 essencial, pois o sono de m\u00e1 qualidade pode afetar o bom funcionamento de nosso organismo.<\/p>\n<p>Dentre os dist\u00farbios de sono mais comuns est\u00e3o o ronco e a s\u00edndrome da apn\u00e9ia\/hipopn\u00e9ia obstrutiva do sono (SAHOS). Estudo realizado em S\u00e3o Paulo (EPISONO 2007) mostrou que 42% dos paulistanos roncam (3 ou mais noites\/semana) e 33% s\u00e3o portadores de apn\u00e9ia do sono.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 apn\u00e9ia do sono e quais suas causas?<\/strong><\/p>\n<p>Apn\u00e9ia significa \u201csem ar\u201d ou \u201cparada da respira\u00e7\u00e3o\u201d. J\u00e1 a SAHOS \u00e9 um problema respirat\u00f3rio que acontece enquanto dormimos, onde ocorrem pausas repetidas da respira\u00e7\u00e3o e\/ou diminui\u00e7\u00e3o do fluxo respirat\u00f3rio, na maioria dos casos associado a ronco alto e cont\u00ednuo durante o sono.<\/p>\n<p><strong>A causa da SAHOS \u00e9 multifatorial:<\/strong><\/p>\n<p>&gt; Colapso\/ grande estreitamento da via a\u00e9rea superior durante o sono por relaxamento da musculatura da faringe (que piora com hipotireoidismo, uso de \u00e1lcool, sedativos), excesso de tecido\/edema na faringe (por hipertrofia de aden\u00f3ides e am\u00edgdalas, p\u00e1lato alongado, l\u00edngua volumosa, tabagismo).<\/p>\n<p>&gt; obesidade (ac\u00famulo de gordura ao redor da faringe)<\/p>\n<p>&gt; altera\u00e7\u00f5es do esqueleto facial (pessoas com queixo\/maxila pequenos e posteriorizados)<br \/>\nQuais os sintomas da apn\u00e9ia do sono?<\/p>\n<p>O indiv\u00edduo nem sempre percebe que tem dificuldade para respirar durante o sono e muitas vezes a suspeita da doen\u00e7a vem da observa\u00e7\u00e3o de uma outra pessoa.<\/p>\n<p><strong>Sintomas durante o sono:<\/strong><\/p>\n<p>&gt; ronco<\/p>\n<p>&gt; sono agitado<\/p>\n<p>&gt; engasgos durante o sono<\/p>\n<p>&gt; despertares frequentes<\/p>\n<p>&gt; necessidadede urinar \u00e0 noite v\u00e1rias vezes<\/p>\n<p>&gt; pesadelos<\/p>\n<p>&gt; ins\u00f4nia<\/p>\n<p>&gt; Azia e regurgita\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Sintomas diurnos<\/strong><\/p>\n<p>&gt; sonol\u00eancia excessiva diurna<\/p>\n<p>&gt; sono n\u00e3o- reparador<\/p>\n<p>&gt; fadiga cr\u00f4nica<\/p>\n<p>&gt; dor de cabe\u00e7a matinal<\/p>\n<p>&gt; irritabilidade, apatia, depress\u00e3o<\/p>\n<p>&gt; diminui\u00e7\u00e3o da libido\/Impot\u00eancia sexual<\/p>\n<p>&gt; perda de mem\u00f3ria\/ dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Quais as consequ\u00eancias da apn\u00e9ia do sono?<\/strong><\/p>\n<p>Aumento do risco de desenvolver ou agravar: hipertens\u00e3o arterial, obesidade, derrame cerebral, infarto agudo do mioc\u00e1rdio, diabetes, depress\u00e3o, ansiedade, altera\u00e7\u00f5es de mem\u00f3ria e de humor, disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til, fadiga cr\u00f4nica, d\u00e9ficits de imunidade, bem como risco maior de acidentes de tr\u00e2nsito e de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico?<\/strong><\/p>\n<p>A polissonografia faz o diagn\u00f3stico de ronco e apn\u00e9ia do sono, bem como de outros dist\u00farbios do sono. Trata-se de exame indolor no qual o paciente dorme uma noite no laborat\u00f3rio do sono, acompanhado de um t\u00e9cnico em polissonografia. O paciente \u00e9 monitorizado e se observa a presen\u00e7a e a propor\u00e7\u00e3o dos est\u00e1gios do sono, o ritmo card\u00edaco, a respira\u00e7\u00e3o, a presen\u00e7a de ronco, de movimentos anormais , e a oxigena\u00e7\u00e3o durante o sono, dentre outras vari\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Existe tratamento?<\/strong><\/p>\n<p>O tratamento deve ser individualizado para cada paciente pelo seu m\u00e9dico levando em conta fatores como o \u00edndice de apn\u00e9ia\/hipopn\u00e9ia do sono, o qual \u00e9 quantificado pela polissonografia. Peso, anatomia facial e das vias a\u00e9reas superiores influem de forma decisiva no tipo de tratamento a ser realizado.<\/p>\n<p>O fato do sono corresponder ao estado no qual passamos cerca de um ter\u00e7o de nossas vidas \u00e9 uma \u00f3tima justificativa para que voc\u00ea preste mais aten\u00e7\u00e3o nele. Em caso de ronco,sintomas sugestivos de apn\u00e9ia do sono consulte seu m\u00e9dico e solicite a ele uma polissonografia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apneia e hipopneia obstrutiva do sono A s\u00edndrome da apneia e hipopn\u00e9ia obstrutiva do sono, caracteriza-se pela ocorr\u00eancia repetitiva de obstru\u00e7\u00e3o total (apneia) ou parcial (hipopneia) das vias a\u00e9reas superiores durante o sono, causando diminui\u00e7\u00e3o da oferta de oxig\u00eanio ao organismo que para se manter vivo tem que se acordar para voltar a respirar, levando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":1179,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"class_list":["post-1187","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/isan.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/isan.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/isan.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/isan.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/isan.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/isan.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1187\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/isan.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1179"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/isan.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}