{"id":1580,"date":"2016-05-18T08:58:31","date_gmt":"2016-05-18T11:58:31","guid":{"rendered":"http:\/\/isan.med.br\/web\/?p=1580"},"modified":"2016-05-18T08:59:08","modified_gmt":"2016-05-18T11:59:08","slug":"brasileiros-estao-os-menos-dormem-revela-estudo-padroes-sono-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/isan.med.br\/web\/2016\/05\/18\/brasileiros-estao-os-menos-dormem-revela-estudo-padroes-sono-no-mundo\/","title":{"rendered":"Brasileiros est\u00e3o entre os que menos dormem, revela estudo sobre padr\u00f5es de sono no mundo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Brasileiros, japoneses e cingapurianos t\u00eam as noites de sono mais curtas do mundo, enquanto holandeses e neozelandeses desfrutam das mais longas, segundo novo estudo publicado na revista Science Advances.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base em dados coletados por meio de um aplicativo de smartphone, a pesquisa tamb\u00e9m mostrou que mulheres costumam dormir mais do que homens e que o sono de homens de meia idade tem a menor dura\u00e7\u00e3o de todos os grupos analisados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipe da Universidade de Michigan, nos EUA, diz acreditar que esses resultados possam ajudar a lidar com o que eles consideram uma &#8220;crise de sono global&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cientistas disponibilizaram em 2014 um programa para celulares, o app Entrain, para ajudar as pessoas a combater o jetlag, como \u00e9 chamado o conjunto de reflexos sobre o funcionamento do organismo enfrentados quando se viaja entre regi\u00f5es com diferentes fusos hor\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os usu\u00e1rios do aplicativo podiam compartilhar os dados de seus h\u00e1bitos de sono com o grupo de pesquisadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir desse conjunto de informa\u00e7\u00f5es, eles mostraram que os cidad\u00e3os de Cingapura t\u00eam a noite de sono mais curta do mundo, com 7h24m. Os japoneses ficaram em segundo, com 7h30m e os brasileiros, em terceiro, com 7h36m. J\u00e1 os holandeses, campe\u00f5es em horas de sono, costumam passar 8h16m dormindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rel\u00f3gio biol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o por coincid\u00eancia, o costume prevalente no Jap\u00e3o, Brasil e Cingapura \u00e9 o de dormir mais tarde. Os japoneses v\u00e3o para a cama \u00e0s 23h30. Os brasileiros, por volta das 23h40. E, em Cingapura, em torno das 23h50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O maior tempo que se passa acordado \u00e0 noite, dizem os cientistas, resulta em menos horas de sono. No entanto, a hora em que se normalmente acorda em um pa\u00eds n\u00e3o teve grandes efeitos sobre a dura\u00e7\u00e3o do sono.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Daniel Forger, um dos autores do estudo, diz que existe um conflito entre nosso desejo de ficar acordado \u00e0 noite e os comandos enviados por nosso corpo para nos levantarmos pela manh\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A sociedade nos pressiona a ficarmos acordados at\u00e9 tarde, mas nosso rel\u00f3gio biol\u00f3gico tenta nos fazer acordar cedo, e, no meio disso, uma por\u00e7\u00e3o do sono acaba sendo sacrificada. Por isso, acreditamos que exista uma crise global de sono em curso&#8221;, afirma Forger.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa tamb\u00e9m mostrou que mulheres costumam ter 30 minutos a mais de sono, em m\u00e9dia, na compara\u00e7\u00e3o com os homens, especialmente na faixa de idade entre 30 e 60 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E que as pessoas que passam a maior parte do tempo acordadas sob a luz do sol tendem a ir para a cama mais cedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um forte efeito da idade sobre o sono tamb\u00e9m foi detectado. Uma grande variedade de horas de despertar e dormir foi verificada entre os mais jovens, algo que se &#8220;reduz bastante com a idade&#8221;, diz Forger.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cientista Akhilesh Reddy, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, considera os resultados da pesquisa &#8220;interessantes&#8221;. &#8220;H\u00e1 uma tend\u00eancia em realizar estudos com dados de redes sociais e aplicativos e encontrar desta forma correla\u00e7\u00f5es globais que nunca seriam poss\u00edveis ao analisar comportamentos em laborat\u00f3rio&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Esta pesquisa mostra que nossos rel\u00f3gios biol\u00f3gicos nos programam para fazer certas coisas, mas que n\u00e3o podemos porque somos regidos por quest\u00f5es sociais. E n\u00e3o sabemos as consequ\u00eancias disso no longo prazo.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D\u00e9ficit de sono em trabalhadores est\u00e1 ligado a uma s\u00e9rie de problemas de sa\u00fade, como diabetes tipo 2. Reddy diz que uma nova leva de estudos poder\u00e1 reunir dados sobre nossas atividades di\u00e1rias e de sono para investigar o assunto mais profundamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: UOL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasileiros, japoneses e cingapurianos t\u00eam as noites de sono mais curtas do mundo, enquanto holandeses e neozelandeses desfrutam das mais longas, segundo novo estudo publicado na revista Science Advances. 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